Eslavismo em Tolstoi 4
Quarta parte de Ana Karenina
[...] Vronsky tinha boa presença, possuía a arte de comportar-se com respeito e dignidade e estava habituado a tratar com pessoas de estirpe. Mas aquela missão foi para ele aborrecidíssima. O príncipe não queria deixar de ver na Rússia, com interesse, nenhuma daquelas coisas a respeito das quais o poderiam interrogar de regresso à pátria. Além de que desejava aproveitar o mais possível todos os divertimentos russos. Vronski, tinha de o orientar nos dois aspectos. Pela manhã saiam a visitar a curiosidade e à noite tomavam parte nos divertimentos locais. O príncipe desfrutava de uma saúde extraordinária, incluso entre os príncipes. Graças à ginástica e muitos cuidados corporais, chegara a ter tanta força que, apesar dos excessos a que se entregava, parecia tão fresco que lembrava um grande pepino holandês muito brilhante. Farto de viajar, era de opinião que uma das vantagens da modernas comunicações típicas. Estivera em Espanha, onde fizera serenata s e conhecera uma camurça. Na Inglaterra de gabinardo vermelho, montara a cavalo, saltara barreiras e numa aposta matara duzentos faisões. Na Turquia, visitara um harém; na Índia, montara elegantes, e agora, na Rússia, queria saborear todos os prazeres típicos.
A Vronski, espécie de mestre de cerimônias do príncipe, dava-lhe muito trabalho organizar todas as passeios a cavalo, blini, caçadas aos ursos, tróicas, ciganas e banquetes, nos quais, de acordo com o costume russo, se quebrava toda a Louça. O príncipe adaptou-se ao ambiente russo com extraordinária facilidade, partia bandejas, sentava as ciganas nos joelhos e partia bandejas, sentava as ciganas nos joelhos e parecia perguntar se não havia mais que fazer e se naquilo se resumir o espírito eslavo.
Páginas ??? à ???
Por Welton Báthory
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